A Lebre era o animal mais rápido da floresta, e não deixava os habitantes da floresta olvidarem-se disso. Todos os dias se gabava de ser o animal mais rápido de sempre, invencível em toda a corrida.
“Pois sim, não há animal mais rápido nesta floresta! Há animal que discorde?”
O Cágado, farto deste gabarolas, interveio.
“Vejo-te falar bastante, Lebre, mas são só palavras! Jamais vi algo vindo de ti para provar tal coisa!”
“Pois então diz-me como e provar-te-ei!”
“Pois então, corramos para ver o mais rápido de nós os dois!”
“Correr? Contra ti, Cágado?”
“Não me digas que estás com medo de ser derrotado por mim?”
“Ah! Não me faças rir!”, disse a Lebre, desdenhosa. “Rápido te vencerei! E como prova de clemência para o próximo derrotado, deixo-te escolher as regras da corrida!”
“Como desejares! Vês o pinheiro alto, na margem oposta do rio, mesmo à nossa frente?”
“Sim, perfeitamente!”
“Essa é a meta. O primeiro a lá chegar vence a corrida e ganha a distinção do mais rápido da floresta!”
“Hmm, para atravessar o rio tenho de andar três milhas até à àrvore caída...”
“Estás a voltar atrás no desafio?”
“Não, jamais! Sigo em frente! E assim provarei ser realmente a mais rapida!”
E, como o relampago, a Lebre parte em direcção à àrvore caída.
Ao vê-la partir, o Cágado ri por dentro.
“Pobre tola. Jamais disse só poderes fazer o caminho por terra...”, reflectia o Cágado ao preparar-se para atravessar o rio a nado.
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