segunda-feira, 6 de junho de 2011

Texto do Gonçalo (lebre e o cágado, tudo sem a letra U

    A Lebre era o animal mais rápido da floresta, e não deixava os habitantes da floresta olvidarem-se disso. Todos os dias se gabava de ser o animal mais rápido de sempre, invencível em toda a corrida.
    “Pois sim, não há animal mais rápido nesta floresta! Há animal que discorde?”
    O Cágado, farto deste gabarolas, interveio.
    “Vejo-te falar bastante, Lebre, mas são só palavras! Jamais vi algo vindo de ti para provar tal coisa!”
    “Pois então diz-me como e provar-te-ei!”
    “Pois então, corramos para ver o mais rápido de nós os dois!”
    “Correr? Contra ti, Cágado?”
    “Não me digas que estás com medo de ser derrotado por mim?”
    “Ah! Não me faças rir!”, disse a Lebre, desdenhosa. “Rápido te vencerei! E como prova de clemência para o próximo derrotado, deixo-te escolher as regras da corrida!”
    “Como desejares! Vês o pinheiro alto, na margem oposta do rio, mesmo à nossa frente?”
    “Sim, perfeitamente!”
    “Essa é a meta. O primeiro a lá chegar vence a corrida e ganha a distinção do mais rápido da floresta!”
    “Hmm, para atravessar o rio tenho de andar três milhas até à àrvore caída...”
    “Estás a voltar atrás no desafio?”
    “Não, jamais! Sigo em frente! E assim provarei ser realmente a mais rapida!”
    E, como o relampago, a Lebre parte em direcção à àrvore caída.
    Ao vê-la partir, o Cágado ri por dentro.
    “Pobre tola. Jamais disse só poderes fazer o caminho por terra...”, reflectia o Cágado ao preparar-se para atravessar o rio a nado.

Sem comentários:

Enviar um comentário